Autoridades do país estudam contraofertas depois que proposta de reestruturar US$ 65 bilhões em dívida externa foi rejeitada.

Um grande grupo credor argentino disse neste sábado que estava comprometido com sua própria proposta de reestruturação e foi convidado a assinar um acordo de confidencialidade pelo governo da Argentina, que não pagou cerca de US$ 500 milhões em títulos um dia antes. Argentina deixa de pagar US$ 500 milhões em juros da dívida Argentina prorroga prazo para renegociar dívida externa O Exchange Bondholder Group, que compreende 18 instituições de investimento e representa 15% dos Exchange Bonds da Argentina, afirmou em comunicado que sua contraproposta apresentada em 15 de maio proporciona "um alívio significativo da dívida para a Argentina e, sem dúvida, fornece uma estrutura de dívida sustentável para a Argentina em relação aos títulos. As autoridades argentinas estão pesando contraofertas de seus principais grupos de credores, depois que sua proposta original de reestruturar cerca de US$ 65 bilhões em dívida externa foi rigidamente rejeitada. O país sul-americano não conseguiu chegar a um acordo dentro do prazo de 22 de maio, levando-o a não pagar cerca de 500 milhões de dólares em cupons de títulos já atrasados, marcando seu nono 'default' soberano. Apesar de não ter cumprido o prazo final na sexta-feira, uma fonte próxima às negociações e familiarizada com o pensamento do governo disse à Reuters na sexta-feira que as negociações poderiam alcançar um avanço "em questão de dias".

Argentina entra oficialmente em moratória O Exchange Bondholder Group disse que a Argentina abordou seus representantes e outros grupos de credores sobre a assinatura de um acordo de confidencialidade "para contemplar negociações com o Ministério da Economia". Pelo menos um outro grupo principal de credores assinou o acordo de confidencialidade, disse uma fonte desse comitê.

Um porta-voz do Ministério da Economia não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. O ministro da Economia, Martin Guzman, disse que as negociações estão em um caminho positivo, apesar da "distância importante" que resta para chegar a um acordo com os credores.